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Seqüestro de Carbono na Ilha do Bananal
Fase I
O que:
Projeto de Seqüestro de Carbono da Ilha do Bananal (PSCIB I);
Onde:
Parque Nacional do Araguaia, Parque Estadual do Cantão e cinco municípios do entorno da Ilha: Dueré, Lagoa da Confusão, Cristalândia, Pium e Caseara;
Tempo de duração:
1998 to 2003;
Financiador:
AES Barry Foundation;
Parceiros institucionais:
Ibama, Naturatins, Gaia e as prefeituras da região;
Componentes:
Social, manejo florestal e pesquisa.
O PSCIB I teve início em 1998 sendo o primeiro no contexto nacional. O projeto visou preservar o ecossistema natural reduzindo o índice de desmatamento e reflorestando áreas degradadas, além de incentivar a geração de renda das comunidades envolvidas. A união destes objetivos gerou o conceito pioneiro de CARBONO SOCIAL™. O Projeto desenvolveu experiências pioneiras como a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAF’s) na região de cerrado.
OBJETIVO
As atividades incluíram o gerenciamento de florestas (conservação, regeneração e promoção de sistema agroflorestais) e o monitoramento ambiental e pesquisa dentro dos ecossistemas locais e educação ambiental. A principal chave do PSCIB I foi encorajar a participação e envolvimento das comunidades locais nas atividades do projeto, utilizando a componente social para promover alternativas econômicas, incrementando, assim, o potencial financeiro destas comunidades e incentivando-as a trilhar os caminhos compatíveis com a conservação ambiental.
RESULTADOS DO PROJETO
▪ As atividades descritas abaixo foram reunidas no livro Seqüestro de Carbono: uma experiência concreta, sendo a primeira edição publicada em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Tocantins – FIETO.
▪ Dois viveiros com mudas nativas estabelecidos para os SAF’s nas áreas rurais;
▪ Atividades de arborização em áreas urbanas;
▪ Articulação junto aos produtores locais para a prática sustentável da silvicultura;
▪ Implantação do Centro de Pesquisas Canguçu, inaugurado em agosto de 1999;
▪ Produção da cartilha de educação ambiental “Aprendendo com a Natureza”;
▪ Treinamento de 245 professores das escolas locais e atividades de educação ambiental junto aos viveiros de mudas com os alunos das escolas da região;
▪ Incentivo através da linha de apoio “Proposta para Pequenos Projetos - PPP”, visando o empreendedorismo sustentável local;
▪ Elaboração de estudos de geoprocessamento (5 mil/ha) e desenvolvimento de metodologia de linha de base para projetos de preservação florestal;
▪ Inventário das espécies florestais da região ecotonal e estudos de estoque de biomassa e carbono em áreas de cerrado, floresta e pantanal.
A ATUAÇÃO DA ECOLÓGICA NO PROJETO
A Ecológica concebeu e implementou o projeto, sendo responsável pelo gerenciamento e administração das operações e pela supervisão do monitoramento ambiental.
O projeto teve como parceiros institucionais o IBAMA, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e a Gaia (ONG Ambiental no Tocantins).
Fase II
O que:
Projeto de Seqüestro de Carbono da Ilha do Bananal (PSCIB II);
Onde:
Parque Nacional do Araguaia e Parque Indígena do Araguaia (Ilha do Bananal);
Tempo de duração:
2000 a 2002;
Parceiros:
AES Fifoots, comunidades indígenas da Ilha do Bananal e Funai;
Componentes:
social, manejo florestal e pesquisa.
O PSCIB II iniciou-se logo após o PSCIB I (maio de 2000). Ambos os projetos possuem essencialmente objetivos semelhantes distinguindo-se pelo fato de o II estar voltado ao suporte das comunidades indígenas. O trabalho buscou valorizar a cultura dos povos indígenas da Ilha do Bananal, apoiando a demarcação de terras bem como dando suporte às atividades educacionais e da busca de alternativas de sustentabilidade (geração de renda). Dada a história conturbada de intervenções de que foram alvo o povo indígena da Ilha do Bananal e seu entorno, pode-se dizer que o mais importante foi o estabelecimento de relações positivas e abertas entre a equipe da Ecológica e as comunidades indígenas.
OBJETIVO
O PSCIB II teve como objetivo principal a melhoria das condições de vida das comunidades indígenas Javaé e Karajá situadas na Ilha do Bananal, garantindo, por sua vez, a conservação do meio ambiente. O Projeto contemplou o gerenciamento de florestas, pesquisas científicas e o desenvolvimento sócio-econômico das comunidades.
RESULTADOS DO PROJETO
▪ Elaboração e publicação do diagnóstico sócio-ambiental das comunidades Karajá e Javaé da Ilha do Bananal (português e inglês);
▪ Articulação junto às lideranças indígenas da Ilha do Bananal;
▪ Demarcação da Terra Indígena Cacique Fontoura (MT);
▪ Implantação de atividades de apicultura junto às comunidades das aldeias São João e Boto Velho;
▪ Implantação de atividades de fortalecimento da identidade indígena junto à comunidade da aldeia indígena Boto Velho;
▪ Construção da Casa do Passado¬ - Hymna Heto;
▪ Ampliação das instalações e suporte às atividades de pesquisa no Centro de Pesquisas Canguçu;
▪ Fortalecimento das atividades de geração de renda do projeto;
▪ Levantamento das áreas para implantação de piscicultura utilizando sistema de tanque em rede;
▪ Atividades de educação ambiental e colheita de lixo nas aldeias Javaé;
▪ Implantação da estação meteorológica no Centro de Pesquisas Canguçu;
▪ Divulgação em painéis científicos dos primeiros resultados de pesquisas;
▪ Construção de um viveiro de mudas nativas na Lagoa da Confusão com ênfase no atendimento das comunidades indígenas locais.
A ATUAÇÃO DA ECOLÓGICA NO PROJETO
A Ecológica concebeu e implementou o projeto, sendo responsável pelo gerenciamento e administração das operações e pela supervisão do monitoramento ambiental, conduzido como uma parte da componente de pesquisa. O PSCIB II possui parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai).
Monte do Carmo
O que:
Projeto Monte do Carmo;
Onde:
Serra do Carmo, municípios de Aparecida do Rio Negro e Palmas (TO);
Tempo de duração:
1999 a 2024;
Financiador:
Medway Power Plant, UK;
Componentes:
manejo florestal, iniciativas ambientais, iniciativas sociais, artesanato e pesquisa.
O projeto foi aprovado pela Medway Power Ltda em maio de 1999, visando absorver dióxido de carbono da atmosfera por meio da manutenção da vegetação nativa que está em perigo de ser destruída e melhorar a absorção do carbono via reflorestamento. Os beneficiários do projeto são indiretamente agricultores de pequeno porte da região, professores do distrito de Taquaruçu e os moradores da Serra do Carmo.
OBJETIVO
O propósito do projeto é diminuir as emissões dos gases do efeito estufa, através do seqüestro de carbono pela conservação das florestas e o estabelecimento de sistemas agroflorestais na região da Serra do Carmo. O projeto também inclui uma componente de pesquisa a qual documentará a biodiversidade da área (predominantemente de cerrado e ecossistemas de florestas associadas).
RESULTADOS DO PROJETO
A partir de junho de 2000 duas propriedades na região da Serra do Carmo foram adquiridas pela Ecológica. Uma delas (230 ha de cerrado, com extensa formação de florestas de galeria) foi designada para Reserva Natural do Patrimônio Natural – RPPN – e a outra (250 ha) funciona a Fazenda Ecológica de produtos orgânicos e ecoturismo. Foram realizadas capacitações em sistemas agroflorestais para os agricultores da região. O projeto apresentou os seguintes resultados:
▪ Compra das áreas de preservação;
▪ Implantação da Fazenda Ecológica;
▪ Obtenção da certificação orgânica pelo IBD (Instituto Biodinâmico) como primeira fazenda no Tocantins a ser certificada;
▪ Implantação da RPPN no município de Aparecida do Rio Negro (em fase de finalização);
▪ Implantação do centro de visitação na Fazenda Ecológica e consolidação das atividades de ecoturismo dentro do Pólo Ecoturístico de Taquaruçu;
▪ Atividades de adensamento florestal e implantação de culturas consorciadas com produção de goiaba, limão, maracujá e banana;
▪ Viveiro de mudas para o abastecimento da própria demanda e também de novos produtores interessados;
▪ Construção de sistemas de monitoramento contra incêndios florestais;
▪ Levantamento do potencial para observação de pássaros na região;
▪ Atividades de educação ambiental e capacitação junto ás escolas e agricultores da região.
Clique aqui para ver a apresentação do projeto.
INFORMAÇÕES
LINKS RELACIONADOS
www.ibama.gov.br www.naturatins.to.gov.br www.funai.gov.br |
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