1. Práticas Sustentáveis:

As práticas sustentáveis contribuem para a geração de renda em comunidades locais e se tornam ações que valorizam o bioma nativo através do aproveitamento correto e preservação da biodiversidade, promoção do desenvolvimento local, diminuição do desmatamento e ainda auxiliam na redução das emissões de gases de efeito estufa, contribuindo para a diminuição dos efeitos das mudanças climáticas. Como resultados desse processo, apresentamos abaixo uma série de iniciativas desenvolvidas pelo Instituto Ecológica em comunidades no Estado do Tocantins.

1.1 Doces Geléias e Licores:

Ao transformar os frutos do cerrado em doces, geléias e licores, as comunidades resgatam o valor das espécies nativas para o local, valorizam o papel da mulher na comunidade e propiciam melhorias, contribuindo para diminuir os efeitos das mudanças climáticas. Neste sentido o Instituto Ecológica através do Projeto Bacia do Rio do Coco-TO, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental, implementou e adequou uma casa no assentamento Provi (Casa do Doce) localizada na cidade de Pium no Estado do Tocantins. A iniciativa foi projetada para o desenvolvimento associativo local e incentivo à geração de renda na região. Hoje esses produtos já começam a fazer sucesso e algumas espécies nativas como a bacaba, a mangaba, a cagaita, o pequi, o buriti, o cajuí e entre outras já começam a ser conhecidas e comercializadas em outras regiões dentro e fora do Estado.

1.2 Apicultura:

Em 2007 no Assentamento Barranco do Mundo, localizado no município de Pium-TO a cerda de 30 Km da Ilha do Bananal foi implantada uma Casa de Mel como uma alternativa sustentável para melhoria de vida, geração de renda na região e incentivo para o controle do desmatamento, principalmente por ser uma área próxima a uma região rica em biodiversidade. O mel pode ser considerada uma alternativa sustentável viável para as comunidades de assentados do Tocantins, tendo em vista que pode ser produzido livre de toxinas em relação à agricultura convencional. São espécies nativas que apresentam grandes floradas para a produção de mel o pequi, murici, barbatimão, mangaba, entre outras. Saiba mais através dos Projetos Carbono Florestal , Projeto Alternativas Sustentáveis e Projeto Bacia do Rio do Coco-TO.

1.3 Extração de Óleos vegetais:

No ano de 2007 foi desenvolvida pelo Instituto Ecologica, uma prensa para a extração de óleos vegetais de sementes e frutos nativos do Cerrado. O trabalho teve início com um mapeamento das espécies existentes em comunidades do Tocantins e estudos sobre o potencial de geração de óleos através do beneficiamento. A prensa tem a inovação de ser um modelo móvel possibilitando a extração de óleos na própria comunidade e a mobilidade de ser utilizada e percorrer diversas comunidades. Entre as espécies mapeadas para a obtenção de óleos estão as palmeiras nativas como piaçavas, buriti, macaúba, bacaba, além de outras espécies como pau de óleo, pequi etc. Saiba mais através do Projeto Alternativas Sustentáveis.

1.4 Biojóias:


O trabalho realizado pelo Instituto Ecológica com artesãos de Taquaruçu (Distrito de Palmas-TO), na produção de biojoias com sementes nativas, vem contribuindo com a preservação de várias espécies, principalmente as encontradas próximas as matas ciliares, que protegem os rios. O Trabalho envolve espécies como jatobá, baru, bacaba, murici e entre outras, que são coletadas de forma sustentável e utilizadas na produção de biojóias. Parte das sementes é utilizada na produção de mudas que são retornadas ao ambiente com o objetivo de contribuir com a diminuição dos efeitos das mudanças climáticas. Saiba mais através do Projeto Bacia do Rio do Coco-TO.

1.5 Bioálcool de Amido:


O programa consiste em dar suporte à produção e comercialização de álcool e ração animal, tendo como matéria-prima o amido (batata-doce e mandioca), cultivada em pequenas propriedades rurais no Estado do Tocantins. Ao produzir álcool de forma sustentável contribui-se na geração de fontes de energia limpa, diminuindo a emissão de gases de efeito estufa provocados pela a utilização de combustíveis fosseis. Saiba mais através do Projeto Bioálcool.

1.6 Hortas Sustentáveis:


Implantação de modelos de hortas sustentáveis onde os cultivos estão dispostos em canteiros na forma circular, utilizando o sistema fotovoltaico de energia solar para funcionamento da irrigação. Outra vantagem do modelo é o aproveitamento de espaço, utilizando pequenas áreas rurais, eliminando a necessidade de abertura de novas áreas e consequentemente o desmatamento, além da utilização de técnicas de cultivos orgânicos sem a utilização de insumos químicos. Saiba mais através do Projeto Hortas Sustentáveis.

2. Agroecologia:

Podemos definir a Agroecologia, como um conjunto de técnicas ou práticas que visam a produção de alimentos mais saudáveis tendo como princípio básico o uso racional dos recursos naturais. Os sistemas agroecológicos atualmente conhecidos mostram que é possível produzir alimentos e energia de forma sustentável, utilizando corretamente os recursos naturais e promovendo a preservação da biodiversidade. Abaixo apresentados algumas técnicas agroecológicas desenvolvidas pelo Instituto Ecológica (IE). Conheça ainda a cartilha da Série Desenvolver sobre o tema Agroecologia.

2.1 Rede de Coleta de Sementes Nativas;

A coleta de sementes é organizada de forma que os coletores são capacitados para realizar a coleta de forma sustentável e eficiente. Para uma coleta ideal, devem ser observados parâmetros como a escolha da árvore matriz, a época e o local de coleta, os equipamentos necessários de forma a não prejudicar a árvore e os procedimentos para armazenar e transportar as sementes. No final desse processo as sementes coletas são utilizadas na produção de mudas. Saiba mais através do Projeto Bacia do Rio do Coco-TO.

2.2 Produçao de Mudas;

O trabalho de produção de mudas é direcionado de acordo com o tipo das sementes ou espécies. Para a produção de mudas saudáveis, o substrato preparado deve conter subsolo de mata, casca de arroz e adubo orgânico, em concentrações ideais de acordo com a espécie trabalhada. As mudas são acondicionadas em viveiros com 50% de sombreamento e podem se produzidas em saquinhos ou tubetes. Para a germinação das sementes, é utilizada a casa de germinação, onde as condições de umidade e luz são controladas, e o substrato para germinação e areia lavada. Saiba mais através do Projeto Bacia do Rio do Coco-TO e Projeto Carbono Florestal .

2.3 Plantio de Mudas/Reflorestamento/Recuperação de Áreas;

Após as mudas produzidas, elas são utilizadas em plantios florestais, visando a recuperação de áreas de cerrado que estejam degradadas. Outra utilidade das mudas é o plantio de espécies frutíferas que serão usadas na produção de doces e licores com frutos nativos, proporcionando também o conhecimento do potencial dessas espécies, e consequentemente a preservação das mesmas em áreas ainda não desmatadas. Saiba mais através do Projeto Bacia do Rio do Coco-TO.

2.4 Produção Orgânica:

A produção orgânica baseia-se nos princípios da Agroecologia, visando principalmente a conservação de recursos naturais. O respeito a natureza e dos recursos naturais não renováveis e a ciclagem de resíduos orgânicos é de grande importância para o processo e devem ser considerados pelo agricultor. Quando se tem uma produção orgânica, a diversificação de culturas, proporciona uma maior abundância e diversidade de inimigos naturais, evitando o uso de produtos químicos que tanto agridem o meio ambiente e consequentemente o homem. Saiba mais através do Projeto Hortas Sustentáveis.

2.5 Sistemas Agroflorestais:

Os sistemas agroflorestais são formas sustentáveis de uso e manejo da terra, onde podemos plantar árvores e arbustos, associados com culturas agrícolas (arroz, feijão, mandioca) e/ou animais, numa mesma área. Esses tipos de plantios proporcionam o melhor aproveitamento da terra, evitando também o desmatamento de novas áreas que seriam utilizadas para novos plantios. Os SAF´s contribuem também para favorecer a utilização de espécies nativas, de interesse alimentício, oleaginoso, paisagístico e outros, juntamente com a produção de grãos e a criação de animais, criando dessa forma um sistema integrado funcional onde uma cultura beneficia a outra e todas contribuem para o desenvolvimento dos animais e da produção de alimentos. Saiba mais através do Projeto Carbono Florestal .

Conheça as Publicações do Instituto Ecológica