O Carbono Social™ é marca registrada nacional e internacionalmente e tem por objetivo garantir que os projetos desenvolvidos para a redução de emissões de gases causadores do efeito estufa contribuam significativamente para o desenvolvimento sustentável, incorporando métodos transparentes e participativos de acesso e mensuração dos benefícios revertidos para as partes envolvidas e para o meio ambiente.
           
O Instituto Ecológica vem desenvolvendo ao longo dos anos o conceito do Carbono Social, a partir de projetos pilotos de seqüestro de carbono no Estado do Tocantins, onde o carbono reduzido ou absorvido em conseqüência da execução dos projetos promove a melhoria da qualidade de vida das comunidades locais através da interação destes indivíduos com as atividades do projeto.


A METODOLOGIA DO CARBONO SOCIAL (MCS):

A expressão “Carbono Social” pode ser compreendida como todo o carbono absorvido/reduzido, considerando as ações que viabilizem e melhorem as condições de vida das comunidades envolvidas nos projetos de redução de emissão/mudanças climáticas, visando assegurar o bem-estar e a cidadania, sem degradar a base dos recursos. Nesse sentido a Metodologia vem sendo usada para analisar a realidade e orientar iniciativas de desenvolvimento sustentável associados às mudanças climáticas.

No Tocantins, a MCS está sendo aplicada em dois projetos pioneiros no estado, um de seqüestro de carbono no entorno na Ilha do Bananal e outro no projeto de redução de carbono com empresas ceramistas. Em ambos, o Instituto Ecológica (IE) utilizou o conceito do Carbono Social, transformando projetos de carbono em processos de desenvolvimento regional sustentável. Nesse sentido nos últimos anos o IE tem trabalhado para utilizar a metodologia em prol das comunidades locais, respeitando seus anseios, necessidades e apoiá-las na busca de melhorias socioeconômicas, ambientais e sustentáveis.


OBJETOS DA METODOLOGIA DO CARBONO SOCIAL:

O objetivo geral da Metodologia do Carbono Social é contribuir para o desenvolvimento sustentável, possibilitando o aumento dos recursos de sustentabilidade, que são os recursos Carbono, Biodiversidade, Natural, Financeiro, Humano e Social. Assim, com o aumento dos recursos de sustentabilidade, a comunidade ou empresa envolvida nos processos de redução de emissão de carbono torna esse processo sustentável, com ganhos de créditos de carbono em consonância com ganhos sociais, ambientais e financeiros.

Alguns objetivos específicos da MCS:

    Valorizar o potencial e os anseios das comunidades utilizando uma visão comunitária;
    Identificar os impactos das mudanças globais no cenário local e estimular a análise dos atores locais;
    Identificar os ecossistemas e os potenciais de biodiversidade, determinar áreas de possíveis tensões ecológicas, estimular e valorizar o uso do conhecimento tradicional.
    Buscar a inclusão social e reconhecer questões de gênero, promovendo a melhoria da qualidade de vida dos menos favorecidos, por meio da redução das desigualdades sociais;

MECANISMOS DE ACOMPANHAMENTO:

A Metodologia do Carbono Social possui uma representação visual em forma de hexágono onde cada vértice corresponde a um recurso de sustentabilidade. O ponto central no hexágono representa o Marco Zero, é o acesso zero aos recursos, a partir dele há uma escala de acessos aos recursos onde a máxima denomina-se Marco 6, que representa o cenário ideal de sustentabilidade dos recursos disponíveis.

No hexágono, quanto mais próximo do vértice (Marco 06), melhor está o recurso de sustentabilidade na comunidade ou na empresa. A Metodologia privilegia a participação efetiva das comunidades em todos os processos, tornando-se assim passível de um controle social. Para o monitoramento são utilizadas oficinas participativas, entrevistas e visitas no local do projeto. A figura abaixo apresenta o hexágono para a comunidade do Assentamento Araguaia, no município de Caseara, no estado do Tocantins.





Representação da Metodologia do Carbono Social para a comunidade do Assentamento Araguaia


Devido a sua dinâmica flexível e holística, a Metodologia do Carbono Social pode ser aplicada a diferentes tipos de projetos sejam eles ligados à eficiência energética, energias renováveis ou na área florestal, através da utilização e monitoramento dos seis Recursos da Metodologia: carbono, financeiro, humano, social, biodiversidade e natural:

1. Recurso Social: abrange ações de responsabilidade social, além de relações e interação entre associações e organização não governamentais e relacionamento com a comunidade local.

2. Recurso Humano: voltado para análise da habilidade, conhecimento e capacitação para o trabalho, incluindo questões de saúde e segurança dos trabalhadores.

3. Recurso Financeiro: é o capital básico que está disponível para as empresas, assim como as formas de investimentos e barreiras financeiras do projeto.

4. Recurso Natural: analisa a relação existente entre a empresa e o meio ambiente considerando impactos sobre os recursos naturais, ações que contribuem para conservação do meio ambiente e manutenção de serviços ambientais.

5. Recurso Carbono: refere-se ao tipo de manejo de carbono desenvolvido, e características referentes ao projeto de seqüestro ou redução de emissões.

6. Recurso Biodiversidade: avalia se o projeto está em áreas de importância para conservação e/ou biodiversidade, a presença de animais em extinção na região e ecossistemas de importância econômica com forte atividade antrópica.

Para conceitualização da metodologia do CARBONO SOCIAL™ foi criada uma representação visual em forma de hexágono. O centro do hexágono (valor 0) representa acesso zero aos bens, enquanto a borda externa (valor 6), o acesso máximo a recursos. Cada um dos indicadores pode apresentar valores em uma escala que vai de 0 a 6, com base nas variáveis e cenários definidos na metodologia.

A avaliação da evolução dos indicadores ao longo dos anos, é realizada através de diagnósticos anuais das atividades de projeto. Conforme vão ocorrendo mudanças nas atividades das empresas e comunidades no entorno do projeto, as linhas se deslocam, modificando o polígono formado ao longo do tempo.


INFORMAÇÕES


(63) 3215.1279 | leal@ecologica.org.br


LINKS RELACIONADOS

www.socialcarbon.com


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