O aquecimento da terra, proporcionado pela emissão de gases de efeito estufa (GEE) por fontes antrópicas, tem trazido grande preocupação à sociedade moderna, principalmente porque vivenciamos uma época de crescente demanda por energias, sejam renováveis ou não. Alterações, adaptações e mudanças nas práticas socioeconômicas podem ser consideradas eficientes na redução dos efeitos climáticos já constatados. Desse modo, é de suma importância, devido a situação que já alcançamos nos dias atuais, buscar medidas mitigadoras e adaptações às transformações climáticas mundiais, visando principalmente a sobrevivência das gerações futuras.

Neste sentido, o Instituto Ecológica (IE) estruturou dois centros de pesquisas (Canguçu e Ecotropical) para oferecer suporte em pesquisas e projetos sobre mudanças climáticas e estudos de biodiversidade.

1. Centros de Pesquisas

1.1 Centro de Pesquisa Canguçu

O Centro de Pesquisa Canguçu está localizado no município de Pium-TO, às margens do rio Javaés, na Área de Proteção Ambiental da Ilha do Bananal / Cantão. O Centro localiza-se entre duas significativas Unidades de Conservação, o Parque Nacional do Araguaia e o Parque Estadual do Cantão. A região ainda abrange uma faixa de transição entre a Floresta Amazônica e o Cerrado, apresentando também elementos do ecossistema pantaneiro. O Canguçu tem como objetivo gerar informações científicas e tecnológicas para o embasamento dos projetos de Seqüestro de Carbono, além de buscar o desenvolvimento sustentável e promover a melhoria da qualidade de vida das populações em sua área de influência.

1.2 Centro de Conhecimento em Biodiversidade Tropical (Ecotropical)

O Ecotropical tem como finalidade o desenvolvimento de pesquisas sobre a biodiversidade tropical, levando em consideração temáticas como mudanças climáticas, energias renováveis, carbono social, além de promover o intercâmbio e a interação entre comunidades, pesquisadores e a sociedade. Este centro de pesquisas está localizado no Distrito de Taquaruçu em Palmas-TO, em áreas de Bioma Cerrado que apresenta grande biodiversidade, o que proporciona o desenvolvimento de pesquisas e ações que busquem sua valorização, seu uso e sua conservação.

2. Pesquisas

2.1 Pesquisas de Carbono

Trata-se de uma pesquisa ambiental que visa analisar e quantificar o fluxo de carbono nos ecossistemas existentes. Para suporte as pesquisas, é aplicada uma metodologia para análise do fluxo de carbono utilizando-se de equipamentos para quantificar a fotossíntese e a área foliar total das árvores. Para quantificação do CO2 fixado nas plantas são feitas medidas do teor de CO2 em várias árvores dentro da floresta. Com esses parâmetros indica-se a quantidade de carbono que esta sendo retirada da atmosfera e sendo fixada na biomassa da floresta. Saiba mais...

2.2 Pesquisas de Biodiversidade

Variados são os fatores que exercem pressão sobre a biodiversidade, e dentre eles estão as práticas de uso do solo, como uma das mais impactantes. Contudo, em tempos de busca pela sustentabilidade, existe a necessidade de se construir o desenvolvimento sem gerar danos ambientais ou à biodiversidade. Desse modo, pesquisas e mapeamentos de biodiversidade, que levem em consideração o potencial florístico, faunístico, de água, solo e entre outros, se constituem como alternativas para a preservação do meio ambiente e geração de conhecimento sobre a biodiversidade. Saiba mais através dos projetos Bacia do Rio do Coco e Ecotropical

3. Projetos

3.1 Redução de Carbono em Cerâmicas

O trabalho desenvolvido pelo IE com cerâmicas no Estado do Tocantins vem proporcionando uma mudança de pensamento e atitudes em relação às questões ambientais. A substituição da lenha nativa pela casca de arroz durante a queima para a produção das telhas e tijolos, trouxe muitas benfeitorias não apenas para os empresários, mas também para o meio ambiente. Com a troca de matéria-prima, vários hectares de Cerrado deixaram de ser desmatados e queimados. Outro ganho ambiental refere-se a grande quantidade de cascas de arroz que ao serem retiradas do meio ambiente, deixaram de emitir gás metano durante seu processo de decomposição e passaram a ser utilizadas como combustível de queima em indústrias ceramistas. Através dessa substituição foi possível proporcionar reduções de carbono que são passíveis de negociação no mercado de créditos de carbono, além de contribuírem para a diminuição dos efeitos das mudanças climáticas. Saiba mais...

3.2 Carbono Florestal

Devido ao aumento das emissões de gás carbônico (CO2) o processo de aquecimento global tem se destacado, principalmente devido às mudanças do clima. Na tentativa de se atenuar este processo, surgem algumas iniciativas e dentre elas, a compensação de gases de efeito estufa (GEE’s) por meio do reflorestamento e seqüestro de carbono. Em plantios, que devem ser realizados em áreas que contribuam para a conservação da água e incremento da biodiversidade são utilizadas mudas de espécies nativas que irão proporcionar a restauração florestal. Saiba mais...